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É possível sermos felizes durante uma pandemia? Perguntar se somos felizes é uma questão útil?

Talvez não sejamos capazes de perceber se somos felizes no momento em que estamos sendo. Então, é possível que a pergunta sobre a felicidade seja importante, mas não a melhor parte da vida.

Questionar se algo nos faz felizes pode nos ajudar, porém só o questionamento não garante que iremos encontrá-la.

Clarice Lispector disse “quem pergunta nega a resposta que trás dentro de si”. Neste sentido é bem plausível o argumento Zen Budista sobre a felicidade ser uma presença pura, a qual é obtida diante da libertação das amarras mentais.

Talvez haja um momento bom para perguntar e outro bom para sentir e, embora o momento de sentir pareça o melhor, a maioria das pessoas ainda precisa dos questionamentos entre um sentimento e outro como se fossem  marcadores para a memória.

É possível sermos felizes em qualquer situação, mesmo com as mudanças que somos forçados a efetuar durante uma pandemia, mesmos com as descobertas que o isolamento nos permite ou nos força a fazer. 

Claro que nestes momentos de dificuldades parece que vamos desmoronar, mas o que desmorona não somos nós, e sim as certezas que tínhamos e que acreditávamos ser o nosso valor para as pessoas.

Gostamos das pessoas, não por suas certezas (chatas, rs), mas pelo brilho nos olhos quando querem saber um pouco mais daquilo que estamos sentindo, pelo esforço que nos obrigam a fazer na hora em que estamos tentando compartilhar estes sentimentos.

Buscar respostas para as perguntas sinceras sobre nossos sentimentos é uma das partes mais divertidas da vida. Este é um instante de conexão profunda e verdadeira. Não me dê suas certezas, questione as minhas!

Felicidade pode ser o intervalo entre o instante do questionamento e o instante das certezas que sempre desmoronam.

As pessoas não ficaram doentes devido ao isolamento na pandemia,  acontece que elas não conseguiram mais sufocar seus sentimentos e o que havia de insalubre em suas vidas veio à tona. O mesmo raciocínio pode ser aplicado, em variadas medidas,  nos relacionamentos, na saúde financeira das empresas ou nas questões sociais.

O que estava bem sobreviveu, o que já estava ruim, não.

Sendo assim, concordo que felicidade é sentir que somos mais fortes do que imaginamos e não a esperança de que a vida não exija de nós que usemos a força que ela nos emprestou e que um dia teremos que devolver com uma avaliação sincera do quanto valeu a pena.

Sejamos felizes falando dos nossos sentimentos e não das nossas certezas!

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