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A educação e o Tempo

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Vivemos em um tempo onde o acesso a informação está cada vez mais rápido. Os conteúdos se renovam, surgem novas formas, novos conceitos e assim, nenhum conhecimento é suficiente o bastante.

Recebemos uma sobrecarga de informação e não temos tempo para processa-las, então o cérebro vai só engordando, mas não é capaz de aproveitar todo alimento que recebe.

A digestão intelectual

O ócio é um momento muito produtivo e necessário, onde realmente validamos o que aprendemos, aquele momento que parece vazio, mas que na verdade, é mais rico do que podemos imaginar, é o momento em que fazemos a digestão, ou seja, refletimos para absorver o que nos é necessário e descartar os excessos, evitando assim uma constipação mental.

Em se tratando do cenário educacional atual, esses momentos se tornam cada vez mais necessários, considerando que nossas crianças são bombardeadas com conteúdos que em boa parte, sua aplicação prática tem um fim bem específico, vestibular. Aulas e cursos tomam o tempo das brincadeiras, das experiências e da contemplação.

Corrida performática

Já ouviram falar sobre o Brain Brake?

O Brain Brake são pequenas pausas que ajudam os estudantes, tanto na escola quanto em casa, a retomar a atenção e então, conseguir ingerir o conteúdo. São exercícios específicos que funcionam como uma pequena respiração entre as garfadas para que consiga engolir a comida, ou a informação.

Existe uma explicação científica de como essa técnica funciona, porém não vou me ater a isso neste momento, considero uma forma positiva de trabalhar dentro do contexto em sala de aula, mas a grande questão que carrego é a respeito da necessidade desses artifícios, que surgem com a intenção de “corrigir” um sistema natural, inerente ao ser humano em seu processo de desenvolvimento, como se fosse uma medicação dada para agir no efeito, não na causa, e está se tornando cada vez mais útil, por estarmos entrando em um automatismo exacerbado, onde o nível de consciência está abaixo da ação programada.

Necessidades reais

Até quando vamos negligenciar nosso lado humano em detrimento das necessidades materiais ou, o quanto de informação realmente é necessária para que possamos aplicar se não temos a capacidade de processar tudo de uma vez?

Grande parte do que aprendemos se perde por esse motivo. Mais importante do que aprender muitas coisas, é viver algumas, já dizia um grande filósofo.

A capacidade de assimilação está diretamente relacionada com a nossa capacidade de reflexão, o quanto de sentido damos à tudo que absorvemos.

Educação saudável

Assim como em nosso corpo, tudo que é em excesso ou falta, causa uma disfunção, gerando um problema pontual e se persistente, torna-se uma doença com consequências mais graves.

Analogamente ao corpo, prevenir um mal nem sempre é “vitaminar”, mas respeitar suas necessidades vitais, ser justo, no sentido literal da palavra, dar o que lhe cabe.

Encontrar o equilíbrio entre ambas necessidades, o ócio e o negócio, é o grande desafio.

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