Educação para desenvolver vocação

Educaçao para desenvolver a vocação
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Começo esse artigo refletindo sobre uma frase que escutei em uma palestra e que para mim , define uma questão de suma importância no modelo de educação que temos hoje.

“Já pensou se Leonardo da Vinci tivesse que escolher entre ciências exatas, humanas ou biológicas?”

Ele foi cientista, pintor, arquiteto, escultor, botânico, físico, compositor, astrônomo entre tantas outras habilidades.

Provavelmente ele não teria desenvolvido sua genialidade, porque estaria limitado a uma parte do conhecimento isolada de outras.

Atualmente, a questão da “transdisciplinaridade” é bastante discutida, mas observo que ainda falta tecer uma ciência à outra, de forma que se tornem parte de um mesmo propósito.

A educação deveria fazer surgir no ser humano a sua vocação, porém só conseguimos, como educadores, reconhecer a vocação em alguém, quando reconhecemos a nossa, e isso, nos dias de hoje é bem complicado, visto que as pessoas se identificam com um ofício muito mais por status, retorno financeiro, estabilidade entre outras questões, do que por amor. Amar o que se faz é o segredo do sucesso.

Vocação, tem como raiz a palavra vocatio, que significa “chamado”, “convocação”. É o chamado para que você realize seu papel no palco da vida, e só existe uma maneira para descobrir a sua, conhecendo-se.

Despertando o gênio interior

Sabe o gênio da lâmpada? Pois é, imagine que ele desperte da lâmpada que está no seu coração e você possa fazer 3 desejos, quais seriam?

Naturalmente, a primeira opção que nos vem à mente são coisas materiais, estamos identificados com elas. O papel da educação é justamente esse, eduzir o gênio que habita em você e também os valores essencialmente humanos. E olha a responsabilidade que isso exige, uma força mal direcionada pode causar grandes danos, é por essa razão que o exemplo é fundamental, “haja para que eu te veja” já dizia Sócrates a mais de 2000 anos atrás.

O modelo educacional que seguimos, coloca um sistema em cima das crianças que impossibilita que elas despertem o “gênio” interior. Aliás, boa parte dos educadores não são vocacionados, e educam através de um sistema esquematizado que serve a todos igualmente, seguindo exigências que tem como propósito expandir a consciência mas que na verdade limitam, pois não é a quantidade de informações que vale, mas a viabilização delas para o crescimento interno.

E como vivemos em um tempo que mais vale um rótulo, um título, acabamos vestindo uma máscara e nos afastando do nosso propósito, nos tornando coadjuvantes da nossa própria história.

É preciso coragem para assumir sua vocação, além de compromisso. Encontrá-la vai exigir um esforço interno, e vivê-la um grande esforço externo.

“A alienação é em massa, porém o desenvolvimento é individual.”

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