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O que é o Setor Dois e meio? Ou Setor 2.5

Setor dois e meio da Economia
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Descubra o Setor 2.5 que vem crescendo e ganhando espaço entre os jovens.

Até então a economia do país é dividida em 3 setores: primário, secundário e terciário! Mas há algum tempo surgiu o Setor Dois e Meio (2.5)!

E cada setor é responsável por uma parte do desenvolvimento do país e suas atividades.

O Setor Primário

O setor primário, é o famoso Estado, o governo. Não retorna lucro para a empresa e sim para a sociedade.

O Setor Secundário

É o que pega tudo que o setor primário faz e transforma em produto industrializado para ser comercializado.

Ex: Roupas, Alimentos, Máquinas, etc.

O Setor Terciário

Esse é ligado a serviços e comércio desses produtos.

Nesse setor são os conhecidos bens intangíveis, onde o consumidor não tem como mensurar o seu valor pelo serviço adquirido.

Ex: Educação, saúde, turismo, restaurantes, serviços de consultoria, etc.

Uma coisa interessante, é que também podemos inserir as ONG’s nesse setor, pois prestam serviços de assistência à sociedade e ao meio ambiente.

Ta, mas e o Setor 2 e Meio? Onde foi parar?

Cara, o setor 2.5 ou Setor Dois e Meio, é onde estão inseridos os negócios sociais.

É, isso você não aprendeu na escola!

E ele é chamado assim pelo simples fato de estar entre o setor secundário, representado pelas empresas, e o setor terciário, representado pelos serviços das ONG’s.

Como vimos aqui nesse blog, o Empreendedorismo Social surgiu em 1976 com Muhammad Yuns e o Grameen Bank, portanto não é um setor tão novo, mas ainda assim não é muito falado sobre.

Mas vem ganhando grande atenção devido aos seus impactos positivos que tem trazido a sociedade, e se tornando o foco de jovens empreendedores.

Pra você ter noção, em 2017 a Pipe Social fez um estudo com 579 empreendedores de negócios sociais no Brasil.

E quando questionaram qual problema o seu negócio resolve no mundo, o setor com maior impacto é a Educação com 38%, seguido de tecnologias verdes com 23%, Cidadania com 12%, Saúde com 10%, Finanças Sociais com 9% e Cidades com 8%.

Essa parte aqui é um pouco mais técnica, pode ser um pouco chata, mas é essencial se você assim como eu, tem total interesse em negócios sociais.

Carta de Princípios para Negócios de Impacto no Brasil.

Em 2015, foi feita uma versão final de uma carta que funciona como um “Guia” de critérios para Negócios Sociais, que foi adotado por diversas organizações no exterior e dentro do Brasil.

A Carta trabalha com 4 princípios fundamentais, que todo negócio social deve conter.

Veja a Carta para Negócios no Setor Dois e Meio (2.5):

Compromisso com a Missão Social e Ambiental:

O impacto social deve evidenciar em sua comunicação interna ou externa o seu compromisso com sua missão social e ambiental como foco de suas atividades.

Há 3 níveis que o negócio pode adotar para cumprir esse compromisso:

– Explicita sua Teoria de Mudança na Missão, Visão e nos Valores Institucionais.

– Inclui no Contrato social (Item Objeto Social), no Estatuto Social ou em um documento equivalente, a transformação que pretende gerar.

– Comunica, de forma sistemática, a todos os seus públicos de interesse, sua Missão, Visão e Valores.

Isso pode ocorrer por meio dos documentos internos e externos da organização.

Compromisso com o Impacto Social e Ambiental Monitorado:

Os negócios de Impacto precisam monitorar e reportar os impactos que estão ocorrendo. Esse também possui níveis:

            – Explica qual o impacto pretende gerar e qual a métrica que será utilizada para monitorar essas transformações

            – Coletam e analisam dados para o acompanhamento dos resultados alcançados

            – Reportam de forma transparente e acessível à todos os envolvidos, os dados e os resultados obtidos

            – Têm seus resultados auditados por organizações externas.         

Compromisso com a Lógica Econômica:

Quão financeiramente sustentável é o negócio?

Independente do tipo de negócio, da localização e do tamanho da operação, cada negócio deve utilizar recursos filantrópicos ou subsidiados, essenciais para o alcance de seu equilíbrio financeiro de curto e médio prazo.

Mas, o negocio tem que ser totalmente sustentável, capaz de atrair investidores e contratos comerciais de grande porte e maior tempo de duração.

Os níveis da terceira proposta são:

– O Negócio de Impacto depende de capital filantrópico para cobrir mais de 50% de seus custos operacionais.
– O Negócio de Impacto depende de capital filantrópico para cobrir de 25% a 50% de seus custos operacionais.
– O Negócio de Impacto depende de capital filantrópico para cobrir até 25% de seus custos operacionais.
– O Negócio de Impacto não depende de capital filantrópico.

Compromisso com a Governança Efetiva:

Os negócios de impacto social consideram todos os participantes da atividade da empresa como parte de seu desenvolvimento.

Portanto, os níveis do quarto compromisso são:

– Deixa um legado socioambiental superior ao valor econômico extraído, com uma distribuição balanceada do risco entre investidores, empreendedores, fornecedores, clientes, comunidades e a sociedade.
 – Tem transparência na tomada de decisões, de maneira a manter informados os stakeholders (públicos de interesse) sobre ações que impactam suas dinâmicas e expectativas e garante a esses públicos o direito de serem ouvidos, por intermédio de participação em conselhos consultivos ou deliberativos.
– Possibilita à comunidade apoiada ou ao público-alvo do Negócio de Impacto compartilhamento oficial da propriedade, da governança e do desenho do negócio.

Ufa, acabaram os compromissos, e ainda bem que não são muitos!

Não é tão difícil pensar em uma ideia que impacte positivamente o nosso meio e a sociedade, não é mesmo!?

E olha que muito louco isso, lembra daquele estudo que eu disse lá em cima que a Pipe Social fez?

Das 579 empresas de impacto social, ela fez um filtro para analisar dentro de cada compromisso como elas se portam.

Veja só:

            No primeiro compromisso apenas 43% informam sua finalidade em toda comunicação externa da empresa, representado pelo nível 3.

            No segundo compromisso apenas 28% já definiram indicadores de medição, porém não medem de maneira formal. E apenas 1% contrata auditoria externa e 4% conta com processo interno de medição e comunicam os resultados. Ainda 31% não definiram indicadores para medição e 28% não acham necessário medir ou acompanhar o impacto.

Como assim não acha necessário acompanhar o impacto? Bom, vamos lá.

            No terceiro compromisso 46% não possuem subsídio ou capital filantrópico como fonte de receita. Já 3% contam com subsídio e capital filantrópico para cobrir até 25% de sua despesa operacional, e outros 3% contam com subsídios para cobrir de 26% a 50% de suas despesas.

Olha que legal, a Quintessa para ajudar ainda mais o setor a se estruturar, realizou um Guia chamado de Guia Dois e Meio, que tem como objetivo trazer mais suporte para o desenvolvimento dos negócios, conectando investidores e empreendedores.

Fonte:
http://ice.org.br/wp-content/uploads/pdfs/Carta_Principios.pdf; https://pipe.social/mapa2017#download;
http://www.guiadoisemeio.com.br/resultados

Novo ou não, o setor dois e meio já está tomando seu espaço e promovendo muita mudança por aí!

Espero que tenha gostado dessa explicação do setor dois e meio, ainda vou fazer mais matérias sobre esse setor maravilhoso, que vem conquistando cada dia mais espaço e a cabeça de novos empreendedores.

Se você tiver interesse em ver mais sobre esse assunto, deixa seu comentário!

Abraço e até a próxima.

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